Sinto que tenho feito parte de algo importante, ainda que essa importância se limite ao meu redor – círculo de amigos, familiares – aqueles que com certeza vão, ainda, ouvir muitas de minhas histórias!
Tenho escrito e mantido nessa página pouca coisa de caráter estritamente pessoal. Bom, isso tudo é bem relativo (e como eu detesto ter que incluir esse termo em um texto) já que o que aqui é relatado não deixa de ser parte da memória que tenho e estou passando cotidianamente. Isso tem valor, a lembrança. Pena que, para gente não se arrepender com algo memoriado outrora, essa lembrança merece estar bem guardada, bem lapidada. E pra ser sincero, é isso que eu vou praticar e tentar daqui pra frente.
Diretamente dramático e dramaticamente direto: tive hoje, um sufocante e quente dia de meio de janeiro, uma experiência, no mínimo, muito especial – Atenção, provavelmente esse post do Oclandestino termine com alguma recomendação/sugestão, portanto, anota no Bloco de Notas do Windows, no encardido post-it que você carrega na mochila ou na contracapa do primeiro livro que encontrares.
Conheci uma senhora (espero que isso não lhe soe desafinado), bióloga de formação acadêmica, que trabalha com a história do Centro de São Paulo partindo de um tema que ela denominou “Memória e lembrança das pessoas”. Como a mesma disse, “Se os historiadores descobrirem o que eu estou fazendo, eles iam dizer que isso não é história” ou algo assim, já não sei mais se o seu trabalho é com história ou com outra coisa que não é história. Pelo que percebi, trata-se de uma figura que, para quem já é blogueiro dos bons e há bastante tempo, ela deve ser uma figura tão famosa quanto curiosa, uma vez que ela, Neuza, também tem um blog!
No momento, ela ministra um ciclo de Palestras interativas sobre o Centro de São Paulo na Casa das Rosas na Avenida Paulista, atividade que, como fiquei sabendo, ela já executou algumas vezes nos últimos anos (últimos 3 anos, se não me engano). Não pretendo me estender quanto à sua história, muito menos lhe fazer uma breve biografia, já que eu mesmo sei muito pouco da pessoa que venho caracterizando há algumas linhas. De qualquer jeito, foi ela mesmo quem me passou o endereço de seu blog Vovoneuza e nele eu encontrei links de reportagens que algumas mídias fizeram sobre ela e seu trabalho, as quais, seguem abaixo:
Moradores contam histórias da maior cidade brasileira (Globo.com)
Vovó Blogueira (Época SP)
Foi pedido a quem estivesse frequentando essa atividade, que se escrevesse à respeito de memórias e lembranças sobre o Centro de São Paulo. No mais, ao que eu tiver acesso e o que eu também produzir (se), tentarei registrar aqui no Oclandestino. É claro que para a juventude da qual fasso parte, são rasas as poucas memórias do Centro que são guardadas e polidas, mas imagina só, tu, o que não são lembranças para uma sala inteira de avôs e avós, como diz a própria Neuza, aqueles da juventude acumulada?
Eu fico por aqui. Se algo me é lembrança, memória, capaz de virar um bom texto de ser lido, uma poesia quem sabe, eu não sei. Mas que eu espero lembrar por muito, muito tempo, a experiência que hoje eu tive, ah, isso sim é fácil de dizer. Ah, por pouco quase me esqueço da famigerada recomendação: Há cursos e ciclos de palestras muito legais lá na Casa das Rosas por um preço muito acessível que, pra mim, é meramente simbólico ($10), para quem ainda está de férias e em São Paulo. Olhando a programação que tenho em mãos, dá vontade de fazer todos eles. Hoje (14) começa o “O Corpo e Poesia”, com Claudio Willer, bem como amanhã começa o “Goethe e Schiller – Antigo versus moderno”, com Pedro Galé, os quais, pelo que aqui eu li, merecem destaque. Dia 17 começam outras três dessas aulas-palestra. A quem se interessar: a Programação.